15 pessoas já depuseram -

Caso Isabelle Caracristi: o que falta esclarecer sobre a morte da jovem

A morte da estudante de Direito Isabelle Caracristi, de 22 anos, completa duas semanas neste domingo (28/09) sem que todas as circunstâncias do caso estejam esclarecidas. A perícia forense concluiu que a jovem sofreu uma "precipitação voluntária" ao cair do 23º andar do condomínio onde morava, no bairro Aldeota, em Fortaleza, em 13 de setembro, mas a Polícia Civil segue investigando se houve indução ao suicídio e violência psicológica praticada pelo namorado, João Munhoz Neto, de 34 anos, que permanece preso preventivamente, conforme informações divulgadas pela imprensa.

Uma das principais lacunas é o conteúdo das mensagens que Isabelle trocou durante a hora e 28 minutos em que permaneceu no rooftop antes da queda. A jovem enviou áudios a um familiar nos quais chama o namorado de "louco" e relata comportamentos abusivos. O celular dela foi apreendido, mas sofreu danos com o impacto e só foi possível recuperar mensagens armazenadas em backup na nuvem até as 2h do dia 13. O período entre as 2h e as 20h40, horário estimado da morte, não pôde ser restaurado. A ausência de câmeras no terraço também dificulta a reconstrução exata do que aconteceu, embora mais de 700 vídeos de outras áreas do condomínio tenham sido analisados e considerados íntegros.

Foto: Reprodução

A investigação apura ainda o comportamento de João após a morte. Segundo a Polícia Civil, ele retornou ao condomínio no dia seguinte procurando o celular de Isabelle, teria orientado a portaria a impedir a entrada de familiares da estudante, recolheu pertences, desativou redes sociais e deixou de fornecer pontos de contato aos investigadores. O apartamento foi limpo e colocado à venda. Quinze pessoas já prestaram depoimento, e os investigadores analisam celulares e dispositivos eletrônicos em busca de elementos que esclareçam se houve pressão, controle ou outras formas de violência que tenham contribuído para a decisão da jovem.

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