Organização criminosa é investigada por expulsões e cobranças ilegais em ao menos 13 estados
Uma organização criminosa é investigada por expulsar moradores, cobrar taxas de comerciantes e pressionar empresas de serviços em ao menos 13 estados brasileiros. Segundo informações do portal Diário do Centro do Mundo, um levantamento identificou 16 operações contra o grupo entre janeiro e outubro de 2026, com participação de Ministérios Públicos de diferentes regiões.
Em Bayeux, na Grande João Pessoa, uma moradora relatou ter recebido apenas dez minutos para deixar a casa com os três filhos após a chegada de dois homens armados, em agosto. O Ministério Público da Paraíba estima que outras 250 famílias perderam imóveis em casos atribuídos a grupos criminosos.
No Ceará, a investigação sobre o assassinato dos comerciantes Wallace Goes de Oliveira, de 46 anos, e Roseany Lima de Oliveira, de 48, apura a cobrança de taxas para manter atividades comerciais. O casal administrava um trailer de lanches no bairro Mondubim, em Fortaleza, e foi morto em 28 de agosto. Operações em Sobral, Cariré, Meruoca e Alcântaras também investigam cobranças ilegais no comércio de água e ataques contra provedores de internet.
Ainda conforme o levantamento, o governo federal lançou, em maio de 2026, o programa Brasil contra o Crime Organizado, com previsão de R$ 11,1 bilhões em investimentos e financiamentos. Entre 2023 e 2026, ações coordenadas ou apoiadas pela Secretaria Nacional de Segurança Pública registraram 1.390 operações, 276.785 prisões e R$ 84,58 bilhões em prejuízos financeiros ao crime. Relatórios da Agência Brasileira de Inteligência e da Secretaria Nacional de Políticas Penais apontam presença da organização criminosa em 26 estados, com exceção do Rio Grande do Sul.












