
Pai de siamesas mortas após separação: "Isso não se torna derrota"
O pai das gêmeas siamesas Heloísa e Helena, de 2 anos, que nasceram unidas pela cabeça e morreram no último dia 15 após a cirurgia final de separação em Ribeirão Preto (SP), agradeceu o acolhimento por parte dos médicos e afirmou não ver a perda das filhas como uma derrota da equipe do Hospital das Clínicas. Conforme informações do portal Metrópoles.
Em um vídeo enviado aos profissionais, ao qual o Metrópoles teve acesso, Amarildo Batista da Silva declarou: “Eu queria que vocês, doutores, continuassem com a força e a fé que vocês têm. Cada criança que vocês perdem é uma derrota, cada criança que vocês conseguem salvar é uma vitória. Eu tenho certeza que vocês têm muito mais vitórias do que derrotas, isso não se torna derrota”. O procedimento final durou cerca de 15 horas e envolveu mais de 50 profissionais da equipe médica. As meninas já haviam passado por outras quatro cirurgias preparatórias, com janelas ósseas abertas no crânio para separação gradual dos vasos.
Os corpos de Heloísa e Helena seguiram para São José dos Campos, cidade natal da família, onde foram sepultados no domingo (16). A Prefeitura de São José dos Campos arcou com os custos do funeral. O caso, raro (1 para cada 2,5 milhões de nascimentos), era conduzido pelas equipes de Neurocirurgia Pediátrica e Cirurgia Plástica do HC de Ribeirão Preto, referência no tratamento de craniópagos.









