
Brasil elimina transmissão vertical de hepatite B e pede certificado à OMS
O Brasil solicitou à Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e à Organização Mundial da Saúde (OMS) a validação da eliminação da transmissão vertical da hepatite B — de mãe para filho — como problema de saúde pública, durante cerimônia conduzida pelo presidente Lula na 26ª Conferência Internacional sobre Aids, no Rio de Janeiro. O pedido foi formalizado com a entrega de um dossiê pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que apresentou dados comprovando que, por dois anos consecutivos, o país atingiu a marca de menos de 0,1% de crianças de até cinco anos com infecção ativa pelo vírus. na terça-feira, 28/07, conforme informações do portal Metrópoles.
O relatório do Ministério da Saúde mostra que a prevalência estimada em 2025 foi de 0,0111% — bem abaixo do limite de 0,1% estabelecido internacionalmente para a certificação. Outro indicador essencial, a cobertura de pré-natal, superou a meta de 95%: em 2024 e 2025, mais de 98% das gestantes realizaram acompanhamento no SUS. A vacinação contra a hepatite B nas primeiras horas de vida alcançou 97% em 2024 e 100% em 2025, enquanto a cobertura da terceira dose da pentavalente foi de 90,4% em 2024 e 88,7% em 2025 (dado preliminar). “O dia de hoje é muito importante para uma luta que travamos há décadas contra as hepatites virais”, destacou Padilha.
Foto: Reprodução/OPAS
Se o pedido for aprovado, o Brasil se tornará o primeiro país das Américas a validar oficialmente a eliminação desse tipo de transmissão da hepatite B. O país já havia recebido, em dezembro de 2025, a certificação pela eliminação da transmissão vertical do HIV, tornando-se o maior país do mundo a alcançar esse marco.








