Longo do ano de 2025 -

SSP-PI divulga 4º Boletim de Dados de Violência contra a Pessoa LGBTQIAPN+ no Piauí

A Secretaria da Segurança Pública do Piauí (SSP-PI) disponibilizou, nesta quarta-feira (23/09), o 4º Boletim de Dados de Violência Contra a Pessoa LGBTQIAPN+ no Piauí. A publicação reúne informações sobre ocorrências registradas ao longo do ano de 2025 e apresenta informações sobre o perfil das vítimas, tipos e dinâmicas de crimes, e distribuição territorial da violência contra a comunidade.   

O levantamento, elaborado pela Superintendência de Cidadania e Defesa Social (SUCID/SSP-PI) e pela Gerência de Análise Criminal e Estatística (GACE/SSP-PI), analisou 1.949 registros de vítimas LGBTQIAPN+, com ocorrências em 157 dos 224 municípios piauienses.

De acordo com o boletim, os crimes com maior incidência foram estelionato, que correspondeu a 24,73% dos registros, ameaça (14,37%) e furto (12,67%). Na sequência aparecem injúria (6,93%), invasão de dispositivo informático (6,72%) e roubo (6,72%).

Foto: SSP-PISSP-PI
SSP-PI

O levantamento também apresenta o perfil etário das vítimas. Pessoas de 18 a 24 anos representam 25,65% dos registros, enquanto 65,52% das ocorrências envolvem vítimas de até 34 anos. A idade média registrada foi de 32,4 anos.

Em relação à raça/cor, pessoas pardas e pretas correspondem, juntas, a 71,93% das vítimas. O boletim aponta ainda que pessoas bissexuais representam 30,89% dos registros, seguidas por gays, com 22,16%.

Teresina concentra o maior número de ocorrências, com 1.029 registros, seguida por Parnaíba, com 176, e Picos, com 50. Outro dado destacado na publicação é o local das ocorrências: residências aparecem em primeiro lugar, com 26,63% dos registros, enquanto o ambiente virtual responde por 18,37%, o segundo maior percentual. 

Disponibilizado no site da SSP-PI, o 4º Boletim consolida a metodologia de coleta iniciada em 2022 pelo Protocolo Cidadão de Coleta de Dados de Violência contra a Pessoa LGBTQIAPN+. Os dados têm como fonte o Sistema de Procedimento Eletrônico (SINESP PPE) e foram analisados a partir da base integral de registros, com auditoria de completude, consistência e duplicidade.

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