
Incêndio destrói plantas estudadas há 30 anos e levanta suspeita de ação intencional na Embrapa
Um incêndio atingiu uma área da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em Teresina, e destruiu plantas nativas que eram estudadas pela instituição há mais de 30 anos. As chamas atingiram um banco ativo de germoplasma, que reúne espécies como mangaba, bacuri e cajá utilizadas em pesquisas.
Segundo o chefe-geral da Embrapa, Anísio Ferreira Lima Neto, o incêndio provocou danos profundos à pesquisa agropecuária e à coleção de material genético mantida pela instituição. O banco de germoplasma é utilizado para conservar espécies e desenvolver pesquisas e novas variedades de plantas.

Quatro focos levantam suspeita
A Embrapa identificou quatro focos de incêndio no mesmo ambiente, com intervalos de aproximadamente 10 a 15 minutos. A circunstância levantou a suspeita de que o fogo possa ter sido provocado intencionalmente.
Apesar da suspeita, a causa do incêndio ainda não foi confirmada. A instituição deve encaminhar as informações às autoridades competentes para que sejam investigadas as circunstâncias do ocorrido.
Animais foram retirados da área
Os animais criados pela Embrapa para atividades de pesquisa não morreram. Aves caipiras nativas e cabras foram retiradas da área de risco pelas equipes.
Já animais silvestres foram atingidos pelas chamas. Entre os animais encontrados mortos estão pacas e camaleões.
O combate ao incêndio contou com a atuação do Corpo de Bombeiros, do Exército e da brigada da própria Embrapa. Na manhã desta quarta-feira (7/10), as equipes ainda realizavam o trabalho de rescaldo e monitoramento da área.
As altas temperaturas e a vegetação seca dificultaram o combate. Na terça-feira (6), a região chegou a registrar temperatura próxima de 44°C e umidade relativa do ar de 15%.











