Operação Macondo -

Entenda como agiam os estrangeiros presos por esquema de agiotagem em Teresina

A Polícia Civil do Piauí revelou detalhes sobre a atuação do grupo de estrangeiros presos na Operação Macondo, deflagrada nessa terça-feira (11/11), que desarticulou um amplo esquema de agiotagem e lavagem de dinheiro em Teresina. De acordo com as investigações, os envolvidos — majoritariamente colombianos e venezuelanos — atuavam em feiras livres e comércios populares, oferecendo empréstimos ilegais com juros abusivos e cobrando as dívidas por meio de ameaças e violência.

As conclusões foram obtidas a partir de diligências de campo, relatórios do COAF, boletins de ocorrência e depoimentos de vítimas e testemunhas, que ajudaram a traçar o funcionamento da organização criminosa. Segundo a polícia, o grupo possuía divisão de tarefas e estrutura transnacional, o que dificultava o rastreamento do dinheiro e dava aparência de legalidade às operações ilícitas.

Foto: Divulgação/SSP-PI

O Relatório de Inteligência Financeira (RIF) apontou movimentações bancárias incompatíveis com as rendas declaradas, uso de empresas de fachada e contas de passagem. As transações incluíam comprovantes de PIX com descrições como “pagamento de empréstimo”, reforçando o elo entre os investigados e as atividades criminosas.

A Justiça decretou a prisão cautelar dos investigados para evitar destruição de provas e interferências nas apurações. A expectativa é que as prisões sejam convertidas em preventivas, diante das evidências dos crimes de usura, lavagem de dinheiro, associação criminosa e exercício irregular de atividade financeira.

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