
Delegado Luccy Keiko se pronuncia sobre caso de suposto estupro na delegacia geral
Uma servidora da Delegacia Geral de Teresina foi vítima de um crime de extrema gravidade dentro do próprio prédio da instituição. O caso ocorreu na tarde da última quinta-feira (19/03), quando a funcionária foi encontrada desacordada e sangrando em uma sala no andar superior. Imediatamente, equipes presentes acionaram o SAMU, prestaram atendimento de urgência e a transportaram para o Hospital de Urgência de Teresina.

De acordo com o delegado-geral da Polícia Civil do Piauí, Luccy Keiko, as investigações iniciais identificaram a presença de um prestador de serviços no mesmo local que a vítima.
"Na tarde de quinta-feira, por volta das 14 horas, dia 19 de março, uma servidora foi encontrada desacordada, com sangramento, em uma das salas do pavimento superior deste prédio. Imediatamente foi prestado socorro ao mesmo, chamando o SAMU, tentando estabilizá-la, e ela foi levada ao Hospital de Urgência de Teresina. Em seguida, os policiais, que se encontravam no prédio, tentaram fazer diligências para entender o que havia ocorrido. Descobriram que havia um prestador de serviços nesta sala, juntamente com a servidora, e passaram a inquiri-lo, juntamente com o delegado que estava presente. As informações dele foram muito contraditórias, e confrontando com outras provas que obtivemos através do hospital, através de servidoras também do prédio, nós entendemos haver elementos indicativos de um crime de estupro. Então, diante dessas informações preliminares, conforme determina o Código de Processo Penal, nós determinamos a condução dele à Casa da Mulher Brasileira, onde a delegada, ao analisar os fatos, e mesmo com a negativa de autoria por parte dele, ela resolveu autuá-lo em flagrante de delito, pelo crime de estupro. Ele foi encaminhado à audiência de custódia, o flagrante foi devidamente homologado e a prisão preventiva decretada", detalhou o delegado.
O suspeito foi conduzido à Casa da Mulher Brasileira, onde a delegada responsável analisou o caso e decidiu pela autuação em flagrante, mesmo com a negativa de autoria. Ele passou por audiência de custódia, teve o flagrante homologado e a prisão preventiva decretada, sendo transferido para o sistema prisional.
"Ele foi encaminhado ao sistema prisional, e agora nós vamos concluir um inquérito dentro do prazo legal, e estamos acompanhando a vítima, dando o suporte necessário, inclusive o nosso doutor Nunes, perito médico, já foi ao hospital para dar o devido apoio, e lamentamos realmente esse fato gravíssimo, esse fato lamentável, e vamos agora esperar que a vítima se recupere plenamente, para que a gente possa, inclusive, conversar com ela para dar mais detalhes do que aconteceu", finalizou o delegado.
A Polícia Civil permanece responsável pela investigação, seguindo os prazos legais e garantindo o acompanhamento da vítima até a completa recuperação, reunindo elementos para esclarecer totalmente o crime.








