Soberania digital é objetivo -

Finep libera R$ 46,3 milhões para projeto de integração de data centers

O governo federal aprovou a liberação de R$ 46,3 milhões para o desenvolvimento de uma plataforma que vai conectar data centers espalhados pelo Brasil, com prioridade para estruturas de pequeno porte instaladas no interior do país. A assinatura da liberação dos recursos foi feita pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), empresa pública vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), na última sexta-feira (6/11), conforme informações do portal Frances News (8/11). O valor é proveniente do Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações (Funttel) e já recebeu o aval do Ministério das Comunicações.

Batizado de "Prisma", o projeto será executado pelo Centro Brasileiro de Inovação em Tecnologias da Informação e da Comunicação (CPQD), de Campinas (SP), e terá duração de 36 meses. A verba não será utilizada para construir novas instalações, mas sim para criar uma plataforma que integre os data centers já existentes. Quando estiver pronta, a rede vai receber os arquivos enviados por desenvolvedores e direcioná-los automaticamente para a central de dados com melhor eficiência energética naquele momento, com a distribuição da capacidade de processamento gerenciada por inteligência artificial.

Foto: Reprodução/Rede sociais

Segundo Gustavo Correa Lima, diretor de Tecnologia e Inovação do CPQD, o sistema também poderá transferir um processamento já em andamento para outra central que ofereça condições melhores, o que garante a continuidade das operações em caso de falhas. Outro objetivo é fortalecer a soberania digital do país, mantendo os dados em território nacional. Poderão integrar a rede não só empresas de data center, mas também operadoras de telecomunicações, provedores de internet, indústrias e outras companhias que tenham servidores com arquitetura de processamento de borda. Entre os resultados esperados estão a redução do consumo de energia e da pegada de carbono, a expansão da infraestrutura digital para regiões menos atendidas e a maior resiliência contra falhas elétricas e ataques cibernéticos, com atendimento a setores estratégicos como saúde, defesa, segurança pública, educação e telecomunicações.

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