
Flávio Bolsonaro deixa o Congresso sem foro e com dois inquéritos no STF
A reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a derrota de Flávio Bolsonaro (PL) na disputa presidencial trouxeram um alívio momentâneo ao Supremo Tribunal Federal (STF), segundo avaliação de uma ala de ministros da Corte. Os magistrados, no entanto, tratam os próximos meses com cautela e consideram que a eleição para a presidência do Senado, em fevereiro de 2027, será decisiva para medir o tamanho da pressão política que o tribunal enfrentará (08/11).
A disputa pelo comando do Senado concentra as atenções. O atual presidente, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), é visto como um fator de distensionamento por resistir às pressões pelo afastamento de ministros do STF e conta com o apoio do governo Lula e de partidos do centrão. No entanto, a disputa permanece aberta com as candidaturas de Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio, e de Tereza Cristina (PP-MS). A votação é secreta e individual, e o próximo presidente da Casa terá a prerrogativa de decidir se pedidos de impeachment contra ministros do Supremo terão andamento.
Foto: Reprodução/ Rede sociais
Com a derrota, Flávio Bolsonaro ficará sem mandato e sem foro privilegiado a partir de 1º de fevereiro de 2027, encerrando 24 anos consecutivos de cargos eletivos. O senador, que deixa o Congresso com dois inquéritos em curso no STF — um sobre o financiamento do filme "Dark Horse" e outro sobre suas relações com o advogado Willer Tomaz —, prometeu contestar o resultado da eleição, mas a perda do foro representa um novo capítulo em sua trajetória política e judicial.











