Operação Vérnix -

Entenda a investigação que liga Marcola e Deolane Bezerra a esquema de lavagem de dinheiro do PCC

A Operação Vérnix, conduzida pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP), apura a existência de um complexo esquema de lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC), envolvendo Marco Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, e a influenciadora digital Deolane Bezerra. A investigação teve origem em 2019, a partir da apreensão de manuscritos na Penitenciária II de Presidente Venceslau, no interior paulista, que revelaram o funcionamento de uma transportadora de cargas utilizada como fachada para movimentar valores ilícitos da facção criminosa. As Informações são do Metrópoles.

Foto: Reprodução/MetrópolesDeolane

De acordo com a denúncia apresentada pelos promotores, a estrutura investigada operava dividida em três núcleos distintos: o decisório, atribuído a Marcola e seu irmão Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior; o operacional, integrado por Everton de Sousa e Paloma Sanches Herbas Camanho; e o financeiro, no qual estariam inseridos Deolane Bezerra e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho. A inclusão da influenciadora decorreu da análise de mensagens extraídas de aparelhos celulares apreendidos em fases anteriores, que apontaram supostos repasses financeiros e vínculos comerciais com gestores ligados à empresa de transporte.

Na última terça-feira (4/11), a defesa da família Camacho, representada pelo advogado Bruno Ferullo, protocolou resposta formal às acusações no processo judicial, sustentando a insuficiência de provas e alegando irregularidades na condução do inquérito. Os advogados dos investigados negam integralmente os crimes imputados e afirmam que a vinculação de Marcola ao caso baseia-se de forma equivocada na interpretação de um apelido mencionado em diálogos de terceiros.

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