
Duas quedas de avião em Minas deixam quatro mortos no mesmo dia
Minas Gerais registrou duas quedas de avião na sexta-feira (9/10), com quatro mortes confirmadas. Pela manhã, um monomotor caiu no pátio de manutenção do metrô de Belo Horizonte, na região do bairro São Gabriel, e o piloto morreu carbonizado. À tarde, uma aeronave da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) caiu nas proximidades do Aeroporto Regional do Vale do Aço, em Santana do Paraíso, e matou os três militares que estavam a bordo.
A primeira ocorrência foi registrada por volta das 11h15, na Avenida Cristiano Machado, atrás da estação São Gabriel. Segundo o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG), a aeronave atingiu a estrutura de um galpão e a fiação elétrica antes de cair sobre os trilhos. O impacto provocou um incêndio nas asas do avião, e os militares utilizaram espuma mecânica para controlar as chamas.
O piloto, único ocupante da aeronave, foi identificado como Daniel Salomão, de 31 anos, natural de Cachoeiro, na Bahia. Ele era piloto comercial e instrutor de aviação. Testemunhas relataram que o avião sobrevoava a região em baixa altitude antes de ouvirem estouros e perceberem a fumaça. Nenhum vagão ou composição do metrô foi atingido, e o fogo não se espalhou para o galpão.
O segundo acidente aconteceu no período da tarde, na altura do km 43 da BR-458. O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 16h20 para atender à ocorrência. A aeronave Pegasus era um bimotor Beechcraft King Air 300, pertencente à Polícia Militar de Minas Gerais, e havia decolado do Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, por volta das 15h16, com destino ao Vale do Aço.

As três vítimas foram identificadas como o tenente-coronel Luiz Fernando Silvestre, de 49 anos; a primeira-tenente Gabriela Emília Soares Lacerda Resende, de 35 anos; e a tenente Alice dos Santos Oliveira Almeida, de 34 anos. Segundo a Polícia Militar, a aeronave realizava um voo de recheque de habilitação, procedimento utilizado para avaliar a capacidade técnica do piloto e verificar se ele está apto a renovar a habilitação.
Emocionado durante a coletiva, o porta-voz da PM, coronel Flávio Santiago, classificou o pronunciamento como "a coletiva mais difícil da minha vida". Entre as vítimas estava o tenente-coronel Luiz Fernando Silvestre, instrutor da aeronave e um dos pilotos experientes da corporação, com mais de 5 mil horas de voo. "Qualquer coisa que falarmos agora não tem um embasamento da investigação", disse o coronel.
O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), ligado à Força Aérea Brasileira, foi acionado para investigar a queda das duas aeronaves. Investigadores do Terceiro Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa III) foram mobilizados para realizar a chamada ação inicial. Nessa etapa, são coletadas informações, preservados elementos e verificados os danos relacionados à ocorrência.
Até o momento, os dois acidentes têm quatro mortes confirmadas: uma em Belo Horizonte e três em Santana do Paraíso. As ocorrências envolveram aeronaves diferentes, em locais e horários distintos. Ainda não há informações que indiquem uma causa comum entre as quedas. A investigação técnica deverá esclarecer as circunstâncias de cada acidente, sem que seja possível antecipar conclusões.











