
Pastor réu por morte de empresário é preso com documento falso
Paulo Santos da Silva, conhecido como Pastor Paulo, foi preso na noite desta sexta-feira (18/09) durante um bloqueio da Polícia Rodoviária Federal na BR-101, em São Miguel dos Campos, no interior de Alagoas. Ele era procurado pela Justiça do Paraná e é réu no processo que apura o assassinato do empresário José Claiton Leal Machado, morto em abril de 2022, em Ponta Grossa. Durante a abordagem, o homem apresentou um documento falso e também foi autuado em flagrante por esse crime, conforme informações do portal Frances News.
Segundo a Polícia Civil do Paraná, o acusado já havia sido indiciado e pronunciado por homicídio. A decisão de pronúncia significa que a Justiça considerou haver indícios suficientes para encaminhá-lo a julgamento pelo Tribunal do Júri, mas não representa condenação e ainda pode ser questionada por recurso. A localização de Paulo foi resultado de diligências conduzidas pelo Setor de Homicídios da 13ª Subdivisão Policial de Ponta Grossa, com troca de informações entre as polícias civis do Paraná, São Paulo, Bahia e Alagoas, além da Polícia Rodoviária Federal. Em 12 de agosto de 2026, equipes já haviam tentado cumprir a ordem de prisão em uma cobertura ligada ao acusado em Praia Grande, no litoral paulista, mas ele não foi encontrado.
José Claiton Leal Machado foi assassinado em 19 de abril de 2022, quando chegava à residência onde morava, em Ponta Grossa. Ele estava dentro de um veículo quando foi atingido por disparos. A vítima era diretor de uma rede de franquias odontológicas com atuação nacional e internacional. As investigações apontam Paulo como suposto coordenador da ação, e o crime teria sido encomendado pelo empresário Oséias Gomes de Moraes, apontado como possível mandante. Conflitos pessoais e empresariais estão entre as hipóteses investigadas para a motivação. Outros acusados também respondem ao processo, entre eles Wallax Alves da Silva, enteado de Paulo, e João Victor da Gama Cezário, apontados como envolvidos no recebimento e repasse de valores aos executores. Diones Henrique Rodrigues Raimundo foi condenado por participar da execução. Paulo se apresenta como pastor evangélico e mantém uma igreja registrada em seu nome.












