
Tensão internacional mantém barril acima de US$ 100 e desafia controle da inflação no Brasil
A disparada do preço do petróleo no mercado internacional, impulsionada pelo conflito no Oriente Médio, voltou a pressionar os preços dos combustíveis no Brasil a duas semanas do primeiro turno das Eleições de 2026. Mesmo após o governo federal liberar um pacote extraordinário de R$ 6,6 bilhões em subsídios e conceder isenções de PIS/Cofins, a alta das cotações dificulta a contenção do impacto inflacionário na reta final da campanha.

Dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP) indicam que o diesel S10 acumula alta de 14,45% desde o início do conflito em fevereiro, com reflexo direto nos custos de frete e no índice geral de preços. Para mitigar a escalada, a gestão federal zerou impostos sobre o etanol hidratado e reduziu em R$ 0,63 por litro as alíquotas da gasolina entre setembro e outubro, além de destinar R$ 1 por litro em subvenção ao diesel de uso rodoviário.
Economistas e analistas do setor apontam que as medidas tributárias reduzem a velocidade dos reajustes nas bombas, mas não eliminam a pressão externa. A dependência brasileira da importação de derivados e a instabilidade no Estreito de Ormuz mantêm a cotação do barril do tipo Brent acima dos US$ 100, tornando o controle de preços um desafio fiscal contínuo para a administração pública. Com informações Metropoles.











