
Dentista acusada de matar jornalista a facadas deixa prisão em Goiânia após decisão liminar
A dentista Katiúscia de Souza, acusada de participação no assassinato do jornalista Sílvio Santos, deixou a prisão na terça-feira (08/09) após decisão liminar do desembargador Marcus da Costa Ferreira, do Tribunal de Justiça de Goiás. A defesa alegou falta de elementos para manter a prisão preventiva, e a autoridade judiciária avaliou que o caso não preenchia os requisitos legais para a manutenção da custódia, conforme informações do portal Frances News.
Katiúscia foi presa preventivamente em 3 de setembro, suspeita de ter auxiliado o ex-companheiro, Jhonata Alves, a matar o jornalista. Ela seguirá em liberdade com uso de tornozeleira eletrônica, proibição de frequentar determinados lugares, recolhimento noturno e obrigação de comparecer aos atos judiciais. O crime aconteceu no dia 24 de agosto, quando Sílvio foi morto a facadas dentro de sua casa, em Goiânia, durante uma invasão. A suspeita é de que Jhonata tenha invadido a casa do jornalista, que teria um relacionamento amoroso com a dentista, e cometido o assassinato.
A defesa de Katiúscia afirmou que a cliente é uma profissional respeitada e que não havia provas suficientes para sua prisão, já que ela não estava no local do crime. Um delegado da Polícia Civil investiga a morte como feminicídio e também apura possíveis crimes de ameaça, perseguição, lesão corporal e descumprimento de medida protetiva. O principal suspeito, Jhonata Alves, segue foragido. A Polícia Civil realiza buscas e trabalha com a hipótese de que o crime tenha relação com o fim do relacionamento e com a disputa pela guarda do filho do casal. O jornalista tinha um imóvel no mesmo condomínio que a dentista, e a investigação apura se o ex-companheiro já havia invadido a casa de Sílvio.












