Políticas baseadas em dados -

Fabrício Loiola propõe Carteira Nacional da Família Atípica para reduzir burocracia

O pré-candidato a deputado federal Fabrício Loiola (Republicanos) apresentou uma proposta para a criação da Carteira Nacional da Família Atípica, com o objetivo de modernizar a gestão pública, integrar políticas sociais e diminuir a burocracia enfrentada por famílias que convivem com o Transtorno do Espectro Autista (TEA) e outras condições atípicas.

Dados do Censo 2022 apontam que o Brasil tem 2,4 milhões de pessoas com TEA. O Mapa Autismo Brasil mostra que 92,4% dos cuidadores são mulheres, 34,3% não contam com rede de apoio e 30,47% estão sem renda ou desempregados, o que evidencia o peso social e econômico do cuidado contínuo.

Foto: 180grausFabrício Loiola

Fabrício Loiola defende que o Estado deve olhar para além do diagnóstico e considerar a realidade das famílias. “Milhões de brasileiros enfrentam uma verdadeira maratona para conseguir consultas, terapias e benefícios, apresentando os mesmos documentos repetidamente. A tecnologia precisa servir para simplificar a vida, não para dificultar”, afirmou.

A proposta prevê a emissão gratuita da carteira em versões física e digital, integrada a um Cadastro Nacional que reúna informações da pessoa atípica e de seu cuidador principal, respeitando a LGPD. O objetivo é unificar sistemas públicos, facilitar o acesso a direitos, evitar a repetição de documentos e permitir que o poder público planeje políticas mais eficazes com base em dados.

“Menos burocracia. Mais cuidado. Mais dignidade para as famílias atípicas”, concluiu Loiola.

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