Entenda -

Fabrício Loiola defende regras para priorizar saúde antes de grandes gastos com shows

O candidato a deputado federal Fabrício Loiola propõe a criação de regras para limitar o uso de recursos públicos discricionários na realização de grandes shows enquanto houver problemas considerados graves na rede de saúde.

Pela proposta, a administração pública teria que comprovar, antes da contratação de atrações de alto custo, que não existem situações críticas envolvendo a falta de medicamentos essenciais, exames, insumos ou filas prolongadas para cirurgias. As informações também deveriam estar disponíveis nos portais da transparência para consulta da população e dos órgãos de controle.

Foto: 180grausDurante convenção, Fabrício Loiola diz que combate à corrupção será uma das prioridades

“Não é aceitável anunciar um show milionário enquanto uma mãe procura remédio para o filho, um idoso espera meses por um exame ou um trabalhador sofre numa fila por cirurgia. O dinheiro público precisa atender primeiro ao que é essencial”, afirma Fabrício.

A medida, segundo o candidato, não teria como objetivo impedir festas tradicionais ou investimentos na cultura. A proposta preservaria eventos financiados com recursos privados, patrocínios, receitas próprias e verbas com destinação legal específica para atividades culturais.

“A cultura é importante, movimenta a economia e gera renda. Mas é preciso saber definir prioridades. Festa pode ser adiada; tratamento médico, muitas vezes, não pode”, declara.

Ex-superintendente da Polícia Rodoviária Federal no Piauí, Fabrício afirma que a utilização do orçamento público deve ser acompanhada de transparência, fiscalização e responsabilidade. Para ele, a realização de eventos com valores elevados enquanto unidades de saúde enfrentam dificuldades representa uma inversão de prioridades.

A proposta integra a agenda de campanha de Fabrício voltada ao controle dos gastos públicos e ao combate ao desperdício. Com o lema “Coragem para resolver”, o candidato defende que decisões sobre o uso do dinheiro público sejam acompanhadas de critérios que, segundo ele, garantam prioridade às necessidades básicas da população.

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