Política

Entenda toda a operação · 21/11/2012 - 16h51

DISTRIMED, da 'Operação Gangrena' faturou R$ 6 milhões

NAS GESTÕES DE ASSIS, TELMO E LÍLIAN, pregão previa mais de R$ 1 bilhão em medicamento


Compartilhar Tweet 1



A Polícia Federal terá muito trabalho para investigar as ramificações das empresas vencedoras da licitação bilionária da Secretaria Estadual de Saúde. Tudo foi desbaratado após a Operação Gangrena.

Numa única licitação, foram contratados 19 lotes de medicamentos fornecidos nas administrações de Assis Carvalho, Telmo Mesquita e Lílian Martins. O pregão 096/09 previa o fornecimento de medicamentos até o limite de R$ 1,34 bilhão.

A quantidade de medicamentos era tão grande que facilitava o descontrole e dificultava a fiscalização.

Das seis empresas vencedoras do Pregão Presencial 096/2009, a Distrimed ainda se deu ao luxo de desistir de três lotes de R$ 33 milhões, pouco tempo depois.

Os lotes III, X e XVI foram repassados para a segunda colocada, a empresa Multimed, também investigada pela Polícia Federal. No início da licitação, a Multimed não tinha vencido nenhum lote.

A Distrimed pertence ao empresário Mário Dias Ribeiro Neto, filho do diretor do DNIT no Piauí, Sebastião Ribeiro. Poucas empresas fornecedoras de medicamentos para a SESAPI faturaram tanto nos últimos anos.

Nos dois anos do governo Wilson Martins, a Distrimed já recebeu mais de R$ 6 milhões (R$ 6.274.184,71). Segundo a Polícia Federal, a Gerafarma, Serrafarma, Multimed e a Distrimed conseguiram desviar R$ 7 milhões através de mudanças nos preços dos medicamentos.

As empresas venciam a licitação com um valor, mas logo depois os preços eram alterados através de aditivos nos contratos. Além da Distrimed, as empresas envolvidas na Operação Gangrena foram: Gerafarma, Serrafarma e Multmed. O superfaturamento de cada uma, segundo a PF: Gerafarma: R$ 1.597.964,80; Serrafarma: R$ 2.765.614,80; Multimed: R$ 1.492.532,44; e Distrimed: R$ 1.001.252,58. Prejuizo total de R$ 6.857.362,58, sob suspeita de fraudar a licitação de registro de preços entre os anos de 2006 e 2009, além de superfaturar remédios básicos. Os remédios faturados até 70% acima do valor de mercado.

CLIQUE E ACOMPANHE A COBERTURA DA OPERAÇÃO GANGRENA