
Saiba quem é “Mijão”, líder de facção que ordenou morte de promotor em SP
Na manhã desta sexta-feira (29/08), o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), com apoio do 1º Baep da Polícia Militar de Campinas, prendeu dois empresários suspeitos de financiar um plano para assassinar o promotor Amauri Silveira Filho, do Ministério Público de Campinas (SP). A operação foi batizada de Pronta Resposta e tem como alvo um esquema articulado por integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC). Com informações do Metrópoles.
De acordo com o Ministério Público, os empresários, ligados aos setores de comércio de veículos e transporte, teriam providenciado a compra de automóveis, armas e a contratação de operadores para executar uma emboscada contra o promotor. As investigações apontam que a ação foi articulada por Sérgio Luiz de Freitas Filho, conhecido como “Mijão” ou “Xixi”, apontado como o número 1 do PCC em liberdade.
O objetivo do grupo seria interromper as apurações da Operação Linha Vermelha, que investiga crimes de tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e organização criminosa armada relacionados à facção. O plano, descoberto na última quarta-feira (27/08), também incluía a morte de um comandante da Polícia Militar. Além das prisões, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão em Campinas. O Ministério Público informou que as investigações continuam para identificar outros envolvidos e localizar os foragidos.
“Mijão”
Foragido há anos e incluído na lista dos criminosos mais procurados do Brasil, Mijão estaria vivendo na Bolívia, de onde gerencia a logística internacional da cocaína para o Brasil e a Europa.
De acordo com investigações, Mijão herdou parte da estrutura criminosa de Gegê do Mangue e sucedeu Marcos Roberto de Almeida, o “Tuta”, expulso da facção. Ao lado de outros líderes refugiados na Bolívia, ele montou um time encarregado de duas missões estratégicas: resgatar chefes do PCC presos em penitenciárias federais e eliminar autoridades brasileiras.
Relatórios do Ministério Público apontam que Mijão leva uma vida de luxo na Bolívia, onde teria aberto restaurantes e boates usando documentos falsos.









