
PF prende deputado eleito e ex-chefe da Polícia Civil em investigação sobre lavagem de R$ 7,6 bilhões
A Polícia Federal prendeu, nesta quinta-feira (15/10), o deputado eleito e ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella, e o ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro Marcus Amim. As detenções ocorreram durante a oitava etapa da Operação Unha e Carne, que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro por meio de uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio.
De acordo com a investigação, a organização criminosa teria movimentado mais de R$ 7,6 bilhões em seis anos. O montante foi identificado em um Relatório de Inteligência Financeira elaborado pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e enviado à Polícia Federal.
Canella foi preso em um condomínio na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste da capital fluminense. Depois de sair do imóvel, ele foi conduzido por agentes à Superintendência da Polícia Federal, na Praça Mauá, região central do Rio. Marcus Amim foi detido em Niterói, município onde reside.
Outras quatro pessoas também foram presas na operação, entre elas três policiais civis. As ordens de prisão preventiva foram expedidas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Ao todo, os policiais federais cumprem seis mandados de prisão preventiva e 16 de busca e apreensão. As diligências abrangem os municípios do Rio de Janeiro, Niterói, Angra dos Reis, Petrópolis, Armação dos Búzios, Nova Iguaçu e São Gonçalo. A Corregedoria da Polícia Civil acompanha as ações que envolvem os agentes investigados.
Os suspeitos poderão responder por crimes como lavagem de dinheiro, organização criminosa armada, corrupção ativa e passiva, violação de sigilo funcional, comercialização ilegal de combustíveis e formação de cartel. O enquadramento dependerá da participação atribuída a cada investigado e dos elementos reunidos durante a apuração.
A operação integra a Força-Tarefa Missão Redentor II, coordenada pela Polícia Federal para combater organizações criminosas no estado do Rio de Janeiro. A iniciativa segue diretrizes do Supremo no âmbito da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 635.
A atuação da força-tarefa foi tema de uma reunião realizada em 6 de outubro, no STF, entre o ministro Alexandre de Moraes e representantes da direção-geral da Polícia Federal.












