
Mulher viveu com o cadáver da mãe por um ano em Portugal
Uma situação chocante foi descoberta pela polícia na cidade da Trofa, no norte de Portugal. Uma mulher de 62 anos, identificada como Ângela Pinho, foi encontrada morta dentro de casa ao lado dos restos mortais da mãe, Adelaide Sousa, de 87 anos, que já estava em avançado estado de decomposição. As informações são do Metrópoles.

Os dois corpos foram localizados pela Polícia Judiciária do Porto na manhã de quinta-feira (19/6), após denúncias e investigações sobre o desaparecimento das moradoras.
De acordo com informações divulgadas pela imprensa portuguesa, Adelaide teria morrido entre o fim de 2024 e o início de 2025, após sofrer uma queda dentro da residência. Desde então, o corpo permaneceu no imóvel, chegando ao estado de esqueletização.
As investigações apontam que Ângela, que enfrentava problemas de saúde mental e mantinha uma relação conturbada com a mãe, continuou vivendo na residência sem informar a morte às autoridades ou buscar ajuda.
Vizinhos relataram que a mulher deixou de ser vista no fim de 2025, período em que a polícia acredita que ela tenha falecido. Seu corpo foi encontrado sobre uma cama em um dos quartos da casa, próximo ao local onde estavam os restos mortais da mãe.
Segundo as autoridades, não há indícios de crime. A principal hipótese investigada é de que Ângela tenha tirado a própria vida.
A ausência de movimentação no imóvel passou a despertar a atenção da vizinhança ao longo dos meses. Moradores estranharam o fato de ninguém mais sair da casa para atividades rotineiras e relataram que a mulher costumava apresentar versões diferentes sobre o paradeiro da mãe, afirmando em alguns momentos que ela estava acamada e, em outros, que havia sido levada para uma instituição de acolhimento.
Após uma nova denúncia registrada em abril deste ano, o caso foi encaminhado à Brigada de Pessoas Desaparecidas da Polícia Judiciária do Porto, que realizou buscas no imóvel e encontrou os dois corpos.
As circunstâncias das mortes seguem sob investigação das autoridades portuguesas.








