
Família espera há quase 3 semanas para enterrar parente morto
Familiares de uma mulher de 31 anos aguardam há quase três semanas a liberação do corpo para realizar o velório e o sepultamento, em Campo Grande (MS). A paciente morreu no Hospital Universitário no dia 7 de agosto, mas, segundo o pai, a unidade informou que a liberação depende do resultado de um exame de DNA.
De acordo com o relato de Ozeia de Moura, de 70 anos, a filha deu entrada no hospital utilizando um nome social. Como ela estava sem documentos pessoais, a família foi informada de que seriam necessários procedimentos para confirmar oficialmente a identidade antes da liberação do corpo.
Ozeia afirma que esteve no hospital, reconheceu a filha e posteriormente apresentou uma segunda via do registro de nascimento. Mesmo assim, segundo ele, a família foi orientada a aguardar o resultado do exame genético.

“Eu vi, consegui ver. Reconheci, é meu filho mesmo”, relatou o pai.
Ainda conforme Ozeia, não há previsão para a liberação. Ele afirma que a família também não recebeu o atestado de óbito nem informações detalhadas sobre a causa da morte.
Segundo o pai, a filha foi levada ao hospital pela mãe após apresentar um problema de saúde e morreu durante a internação. A família afirma que aguarda a documentação para realizar o velório.
“A gente só quer a liberação para poder fazer o velório”, disse Ozeia.
Hospital se manifesta
O Hospital Universitário de Campo Grande foi procurado para esclarecer a demora na liberação do corpo, a necessidade do exame de DNA, a previsão para conclusão do procedimento e as circunstâncias da morte.
Em nota, a unidade informou que, com base na Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), não divulga informações relacionadas ao estado de saúde, histórico clínico, tratamento ou outros dados pessoais sensíveis de pacientes, mesmo após o falecimento.
Fonte: TopMidiaNews











