
Empresário morto a tiros em cadeira de barbearia foi confundido com traficante, diz polícia
O empresário Hugo Moll, de 39 anos, morto a tiros enquanto se preparava para cortar o cabelo em uma barbearia de Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná, foi executado por engano, de acordo com a Polícia Civil do Paraná (PCPR). O crime aconteceu em 19 de junho deste ano. Com informações da Banda B.
Além do empresário, o proprietário do estabelecimento, de 22 anos, também foi baleado. Na manhã desta terça-feira (28), o Setor de Homicídios da 13ª Subdivisão Policial realizou uma operação para cumprir diversos mandados judiciais ligados à investigação.
O crime aconteceu enquanto o empresário, do setor de construção civil, se preparava para ser atendido. Hugo Moll estava sentado na cadeira de atendimento quando o suspeito desembarcou de uma motocicleta, sacou a arma e efetuou os disparos. Pelo menos cinco tiros puderam ser ouvidos. Após o ataque, o atirador e o condutor da motocicleta fugiram do local. Posteriormente, já na Rua Siqueira Campos, eles perderam o controle da direção, caíram e, em seguida, abandonaram a moto. Os suspeitos fugiram a pé, em direção a uma área de mata no bairro Cará-Cará.
Moll morreu ainda no local. Já o dono do estabelecimento, que passou quase um mês internado, recebeu alta na última semana. Ele teve ferimentos em órgãos da região do pulmão, intestino e diafragma.
Em entrevista ao Portal aRede, o barbeiro contou que, no momento em que fazia o atendimento, conseguiu ver pelo espelho a aproximação do atirador e teve um mau pressentimento. Ele ainda relata que, após o cliente ser baleado, tentou correr em direção à porta. “Nesse momento em que eu tentei correr, eu acho que o homem se assustou e achou que eu iria partir para cima dele e começou a atirar. Foi nesse momento que eu caí no chão e as pessoas da vizinhança chamaram o socorro.”
A vítima também contou que, enquanto aguardava o socorro, pediu por uma intervenção divina.
“Durante o tempo em que fiquei esperando o socorro, eu tentava ficar acordado e pedia a Deus para cuidar de mim e não me deixar morrer.”
Agora, ele seguirá com o processo de reabilitação em casa, perto de amigos e familiares.
Fonte: Banda B








