
Condenado por matar enteada morre carbonizado ao lado de estudante de Direito de 19 anos
A Polícia Civil do Tocantins investiga a morte de Ivano Vaz Cunha, de 49 anos, e da estudante de Direito Laiane Cardoso Noleto, de 19 anos, encontrados carbonizados dentro de uma residência em Araguaína, no norte do estado. O caso ocorreu na quarta-feira (03/06) e está sendo apurado pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Laiane foi sepultada nesta quinta-feira (04/06). Com informações do Metrópoles.
De acordo com a Polícia Militar, testemunhas relataram ter ouvido uma explosão momentos antes do incêndio. Os corpos das vítimas foram localizados em um quarto da casa. Segundo as informações preliminares, ambos estavam sem roupas na parte inferior do corpo e um galão com vestígios de gasolina foi encontrado no imóvel.
Documentos revelados pela TV Anhanguera apontam que Ivano Vaz Cunha havia sido condenado a 35 anos de prisão pelo assassinato de outra enteada, crime ocorrido em 2009. Apesar da condenação em regime fechado, ele havia progredido no sistema prisional e cumpria pena em regime aberto, sendo monitorado por tornozeleira eletrônica desde 2024.

Em nota, a Secretaria de Estado da Cidadania e Justiça (Seciju) informou que o monitoramento eletrônico do condenado era realizado por determinação judicial. Conforme a pasta, Ivano possuía autorização da Justiça para exercer atividade profissional no setor de vendas, o que permitia deslocamentos por diferentes regiões do estado.
A secretaria esclareceu ainda que o condenado deveria permanecer em sua residência durante o período noturno e comunicar previamente eventuais viagens para outros estados. Segundo o órgão, quaisquer violações registradas pelo sistema de monitoramento eram verificadas pela Polícia Penal e comunicadas imediatamente ao Poder Judiciário.
A Polícia Civil informou que as investigações ainda estão em fase inicial e que, até o momento, não há elementos técnicos suficientes para confirmar nenhuma hipótese sobre o caso. Laudos periciais e exames realizados pelo Instituto Médico Legal (IML) deverão auxiliar os investigadores a esclarecer as circunstâncias das mortes.








