Prejuízo vai além do aparelho -

Roubos de celular caem 18,6%, mas furtos crescem 0,9% em 2025

O Brasil registrou 830.890 roubos ou furtos de celulares em 2025, uma queda de 9% em relação às 909.753 subtrações de aparelhos registradas em 2024, segundo o 20° Anuário Brasileiro de Segurança Pública, que aponta que os roubos recuaram 18,6% (de 377.787 para 308.723), enquanto os furtos cresceram 0,9% (de 477.326 para 483.561), elevando a média para aproximadamente 1.325 registros por dia. Conforme informações do portal Frances News.

O furto, que acontece sem que a vítima perceba imediatamente, sobretudo em locais movimentados e no transporte público, já responde por 61% das ocorrências de subtração de celulares. O impacto vai além do valor do aparelho: 60% dos entrevistados em pesquisa da CNseg e do Instituto Locomotiva disseram já ter o celular levado ou conviver com alguém que passou por essa situação sem conseguir comprar outro imediatamente, e 78,8% da população teme ter o celular roubado ou furtado, segundo levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública e do Datafolha.

Foto: Reprodução

Aplicativos bancários, carteiras digitais e dados pessoais podem ser usados para transferências, empréstimos e golpes, o que exige duas frentes: bloquear o aparelho, a linha e as contas bancárias; e lidar com o custo de reposição. O presidente da Comissão de Seguros Gerais da FenSeg, Sidemar Sprincigo, afirma que o seguro para celular e o seguro contra golpes bancários (seguro Pix) oferecem camadas complementares de proteção, mas o consumidor deve comparar prêmio, franquia, critérios de indenização e exclusões antes de contratar.

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