Fraude em licitação -

Produtora diz não saber origem de verbas de Dark Horse: "Eu era contratada"

A empresária Karina Gama, dona da produtora responsável pelo filme "Dark Horse", cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro, afirmou em entrevista à CNN que não sabe a origem dos recursos usados para financiar a produção. "Eu nunca participei do fundo e não era o meu papel. Eu era contratada do fundo", disse ela, referindo-se ao fundo Heavengate, único investidor inicial do projeto

Karina afirmou que foram gastos Que precisou ser reajustado. O financiamento é investigado no Supremo Tribunal Federal (STF) devido a repasses de recursos do Banco Master. Trocas de mensagens entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, dono do banco preso por fraude bilionária, foram tornadas públicas na sexta-feira (11), nas quais Flávio pede dinheiro a Vorcaro para a produção do filme. Karina não soube explicar quanto do orçamento veio do dono do Master.

Foto: BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFotoMario Frias
Mario Frias

Na quinta-feira (10), a Polícia Federal cumpriu 49 mandados de busca e apreensão em operação contra desvio de recursos públicos de emendas parlamentares, incluindo endereços ligados a Karina, como o Instituto Conhecer Brasil (ICB) e a Academia Nacional de Cultura (ANC). O deputado Mário Frias (PL) também é alvo. Karina é ainda investigada por suspeita de fraude em licitação na Prefeitura de São Paulo relacionada a um contrato de Wi-Fi.

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