
Morre Gloria Steinem, ícone do feminismo e jornalista norte-americana, aos 92 anos
Gloria Steinem, escritora, jornalista e uma das principais lideranças do movimento feminista nos Estados Unidos, morreu nesta quinta-feira aos 92 anos. Radicada em Nova York, a ativista dedicou décadas de sua vida à defesa dos direitos das mulheres, ao combate à violência doméstica e à igualdade civil, consolidando-se como uma figura central na história política e social contemporânea do país.
A trajetória de Steinem ganhou projeção internacional a partir das décadas de 1960 e 1970, período em que acompanhou marcos históricos como a Marcha sobre Washington, em 1963, e organizou protestos pacifistas. Em 1972, a escritora fundou a influente revista feminista Ms., publicação na qual atuou como editora por 15 anos. Ao longo de sua carreira, defendeu ativamente a intersecção entre as pautas de raça e gênero, denunciando os índices globais de feminicídio e a violência contra a mulher.
Nos últimos anos de atuação pública, a jornalista manteve postura crítica em relação ao cenário político norte-americano, condenando o avanço do extremismo e destacando a importância da mobilização popular. Autora da obra autobiográfica "Minha vida na estrada", Steinem aliou ativismo de campo, literatura e imprensa, deixando um legado de lutas em prol da igualdade de direitos e da autonomia feminina. As informações são do O Globo.










