
Morre aos 75 anos Marcelly Lisboa, referência da luta trans no Brasil
Morreu neste sábado (4), aos 75 anos, a ativista Marcelly Malta Lisboa, uma das principais referências na defesa dos direitos da população trans no Brasil. A informação foi confirmada pela ONG Igualdade Associação de Travestis e Transexuais do Rio Grande do Sul, entidade fundada por ela no final dos anos 1990.
Natural de Mato Leitão, no Vale do Rio Pardo, Marcelly dedicou sua vida à luta por cidadania, saúde e respeito à diversidade. Em nota, a organização destacou sua trajetória de coragem e resistência. “Uma guerreira incansável na luta pelos direitos da população trans e travesti do Brasil”, diz o comunicado.

A ativista enfrentava comorbidades e havia sido hospitalizada recentemente. Ela faleceu em casa, em Porto Alegre. O velório ocorre neste domingo (5), das 7h às 12h, na Casa dos Conselhos, na capital gaúcha.
Marcelly foi figura central em conquistas históricas para a comunidade trans. Em 2011, quando presidia o Conselho Municipal de Direitos Humanos de Porto Alegre, obteve na Justiça o direito de retificar o nome no registro civil, decisão que abriu precedentes para outras pessoas. Em 2018, o STF consolidou o direito à alteração de nome e gênero sem necessidade de cirurgia ou autorização judicial.
Durante a ditadura militar, sofreu perseguições. Formada em enfermagem, ingressou no serviço público em 1979. Também atuou como prostituta e, em uma entrevista, declarou: “Não foi o Estado que me deu o que tenho, foi a prostituição”. Com informações Metrópoles.








