
Lula critica venda de armas e cita criança armada em carro no RN
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta sexta-feira (9/10) que ficou "perplexo" ao ver o vídeo de uma criança segurando duas armas em cima de um carro, em Parnamirim, no Rio Grande do Norte, após as eleições do último domingo (4/10).
Lula relacionou o episódio ao aumento da venda de armas e munições durante o governo de Jair Bolsonaro (PL). "Domingo, eu fiquei perplexo ao ver uma criança em cima do carro receber uma arma do pai e ficar levantando a arma. Vocês se lembram que no Governo Bolsonaro eles venderam mais de 1 milhão de armas e mais de 1 bilhão de balas? Onde foram parar essas armas? Elas foram parar na mão dos bandidos, no crime organizado. O povo honesto e trabalhador não precisa de arma, precisa de segurança pública. Por isso nós vamos cuidar disso", declarou o presidente.

O flagrante ocorreu na Avenida Castor Vieira Régis, no bairro da Cohabinal, em Parnamirim, na Grande Natal. A criança, que vestia uma camisa da Seleção Brasileira, aparece empunhando duas armas de fogo enquanto dança em cima do teto de um veículo, estimulada por adultos que estavam ao redor.
A Polícia Civil do Rio Grande do Norte informou que apura se o artefato era uma arma real ou um simulacro. Caso seja confirmado que se trata de uma arma real, os adultos envolvidos podem ser responsabilizados com base no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e no Estatuto do Desarmamento. Em nota ao Metrópoles, a PCRN afirmou que "os responsáveis pela criança que aparece em um vídeo, no qual ele é visto sobre um veículo portando possivelmente um simulacro após o encerramento das eleições, já foram identificados".
Lula também criticou a possibilidade de retorno de políticas armamentistas e defendeu investimentos em educação. "Agora, o Flávio quer voltar para vender mais armas e nós vamos fazer o contrário. Para nós, a revolução será feita distribuindo livro didático, distribuindo nas universidades, nos institutos federais, no ensino médio e nas nossas escolas. Porque a nossa revolução significa leitura, cultura e educação", concluiu.











