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Brasileiro morre na Turquia após ser detido em centro de migração

O brasileiro Lucas Nascimento de Medeiros, de 33 anos, morreu na Turquia dias após ser detido no Centro de Remoção de Harmandalı, em Esmirna, para fins de deportação.

Natural de São Paulo, o empresário e programador morava na Europa há cerca de sete anos e viajou ao país para um curso de falcoaria. Segundo o irmão, Marcos Medeiros, ele se envolveu em uma briga por intolerância religiosa — Lucas era de origem judaica, tinha uma tatuagem com a bandeira de Israel e usava um colar com a Estrela de Davi.

Foto: ReproduçãoBrasileiro morre na Turquia após ser detido em centro de migração
Brasileiro morre na Turquia após ser detido em centro de migração

Na madrugada entre os dias 5 e 6 de outubro, Lucas enviou à mãe a localização do centro de detenção via WhatsApp. Em 8 de outubro, parou de responder às tentativas de contato da família. No último sábado (10/10), as mensagens deixaram de ser entregues.

A versão apresentada pelas autoridades turcas gerou revolta na família. O Consulado do Brasil em Istambul informou à ex-companheira de Lucas que um corpo havia sido encontrado em um quarto de hotel, junto de drogas ilícitas e do passaporte do brasileiro. O irmão nega qualquer envolvimento dele com entorpecentes.

Segundo Marcos, a narrativa do hotel se tornou frágil após a família confrontar a representante consular com as coordenadas de GPS enviadas por Lucas da cela. “Eles mudaram de versão porque foram trucados com a questão da localização. Se assustaram quando souberam que meu irmão tinha sido mais esperto do que eles”, afirmou.

A família procurou a Polícia Federal, que informou não ter atribuição para o caso e a direcionou à Polícia Civil de São Paulo. Um boletim de ocorrência foi registrado no 7º Distrito Policial. Nesta quarta-feira (14/10), uma irmã de Lucas viaja com o marido à Turquia para reconhecer o corpo.

Em nota, o Ministério das Relações Exteriores informou que, por meio do Consulado-Geral do Brasil em Istambul, tem conhecimento do caso e está em contato com a família, “a quem tem sido prestada a assistência consular devida”.

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