
Agente da PF é investigado por vazar operações a grupo criminoso no Acre
Uma estrutura criada para monitorar ações da própria Polícia Federal (PF) e antecipar operações policiais é alvo da Operação Umbra, deflagrada nesta terça-feira (21). Entre os investigados estão um ex-servidor terceirizado e um agente da PF envolvidos no repasse indevido de informações relacionadas a operações policiais. A investigação identificou um núcleo de contrainteligência que teria obtido informações sobre ações policiais, movimentação de equipes e viaturas.
A operação foi realizada simultaneamente à Operação Ptolomeu IV, que investiga suspeitas de desvios de recursos públicos, lavagem de dinheiro e outras irregularidades envolvendo contratos no Acre. Segundo a PF, a estrutura teria sido criada em benefício de investigados de fases anteriores da Operação Ptolomeu, com a finalidade de antecipar ações policiais e adotar medidas para reduzir a efetividade de decisões judiciais.

Durante o cumprimento dos mandados, três suspeitos foram presos em flagrante por posse ilegal de armas de fogo. Ao todo, 28 ordens judiciais foram cumpridas nas duas operações, em Rio Branco e Cruzeiro do Sul (AC), além de Maringá (PR) e Navegantes (SC). Também foram apreendidos valores em espécie estimados em cerca de R$ 1 milhão. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) autorizou o sequestro de bens e valores para ressarcir os cofres públicos, e entre as medidas cautelares estão o afastamento de função pública, proibição de contato entre os investigados, de frequentar determinados órgãos públicos e de deixar a comarca ou o país, além da entrega dos passaportes em 24 horas. Os suspeitos poderão responder por organização criminosa, fraude em licitação, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e embaraço à investigação.











