
Piauí reforça compromisso no combate à violência contra a mulher durante mobilização nacional
O Governo do Piauí recebeu, na tarde desta quinta-feira (30/07), a Cerimônia de Mobilização Nacional pelo Pacto Brasil contra o Feminicídio, realizada no Hotel Blue Tree, em Teresina. O evento reuniu autoridades dos governos Federal e Estadual, representantes do Poder Judiciário, Ministério Público, forças de segurança, prefeitos, gestores municipais e integrantes da rede de proteção às mulheres para reforçar o compromisso com o enfrentamento da violência de gênero.
A solenidade contou com a presença da primeira-dama do Brasil, Janja Lula, do governador Rafael Fonteles, da ministra das Mulheres, Márcia Lopes, do secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, do secretário especial de Assuntos Federativos da Presidência da República, José Hilário, além de representantes da Polícia Civil, Ministério Público, Tribunal de Justiça e demais órgãos envolvidos na proteção às mulheres.
Durante o evento, foi destacado que o Pacto Brasil contra o Feminicídio busca integrar União, estados e municípios na construção de políticas públicas capazes de prevenir a violência, ampliar o atendimento às vítimas e responsabilizar os agressores.
Em seu pronunciamento, o governador Rafael Fonteles afirmou que o Piauí registrou uma redução de 60% nos casos de feminicídio ao comparar o primeiro semestre de 2026 com o mesmo período de 2025. Segundo ele, o resultado é fruto da integração entre as ações do Governo do Estado e as políticas implementadas por meio do Pacto Brasil contra o Feminicídio.
"O nosso objetivo é chegar ao feminicídio zero. Ainda não alcançamos esse cenário, mas essa redução demonstra que o trabalho conjunto está dando resultados e precisa ser fortalecido", afirmou o governador.
A primeira-dama do Brasil, Janja Lula, destacou que o combate ao feminicídio deve ser tratado como uma responsabilidade coletiva e reforçou que a proteção à vida das mulheres depende da união entre os poderes públicos e da participação da sociedade.
Segundo ela, o pacto representa mais do que uma política pública: é um compromisso permanente com a construção de um país mais justo, igualitário e livre da violência contra mulheres e meninas.
O secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, ressaltou que a integração entre as instituições tem sido decisiva para a redução dos índices de feminicídio. Entre as medidas destacadas estão o fortalecimento da Patrulha Maria da Penha, a ampliação das medidas protetivas de urgência, a integração de bancos de dados e a identificação de agressores reincidentes para atuação preventiva das forças de segurança.
Já o secretário especial de Assuntos Federativos da Presidência da República, José Hilário, enfatizou que o pacto é uma estratégia interfederativa, que depende da participação efetiva da União, estados e municípios para alcançar resultados concretos.
"O pacto precisa chegar aos territórios, às comunidades e aos municípios. Somente com essa mobilização será possível transformar o compromisso institucional em proteção efetiva às mulheres", destacou.
Representando a Polícia Civil do Piauí, o delegado-geral Lucca Keiko afirmou que a participação da população é essencial para prevenir casos de violência doméstica. Segundo ele, qualquer cidadão pode denunciar situações de ameaça ou agressão, permitindo que as forças de segurança atuem antes que os casos evoluam para feminicídios.
O delegado também destacou o trabalho desenvolvido pela Casa da Mulher Brasileira, que tem ampliado o atendimento às vítimas e contribuído para o aumento das prisões de agressores por crimes como ameaça, lesão corporal e descumprimento de medidas protetivas.
Ao longo da cerimônia, as autoridades reforçaram que o combate ao feminicídio exige ações permanentes de prevenção, acolhimento, investigação, responsabilização dos autores e conscientização da sociedade. Também foram defendidos investimentos em políticas públicas voltadas à educação, fortalecimento da rede de proteção, capacitação dos profissionais e ampliação dos serviços especializados de atendimento às mulheres.

A mobilização integra uma série de ações do Governo Federal em parceria com os estados para fortalecer o Pacto Brasil contra o Feminicídio, iniciativa que busca reduzir os índices de violência de gênero e garantir que mulheres em situação de risco tenham acesso rápido à proteção, assistência e justiça.








