
Lula reajusta Bolsa Família antes da eleição e repete estratégia adotada por Bolsonaro em 2022
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou, nesta quinta-feira (17/9), um reajuste de 15,04% no Bolsa Família, elevando o valor mínimo do benefício de R$ 600 para R$ 691. A mudança ocorre 17 dias antes do primeiro turno das eleições de 2026, com pagamentos previstos para começar em 19 de outubro, período próximo a um eventual segundo turno. A medida também remete ao aumento realizado no Auxílio Brasil durante o governo de Jair Bolsonaro (PL), em 2022. As Informações são do Metrópoles.

Segundo a equipe econômica, o reajuste terá custo estimado de R$ 5,8 bilhões em 2026 e R$ 22,7 bilhões em 2027, alcançando cerca de 19,3 milhões de famílias inscritas no Cadastro Único. Além do valor mínimo, serão corrigidos benefícios adicionais destinados à primeira infância e a famílias com gestantes e adolescentes. O governo afirma que a atualização busca recompor a inflação acumulada desde 2023, quando o programa foi relançado.
Ministros do governo negaram que o reajuste tenha finalidade eleitoral e destacaram que a medida está prevista nas regras orçamentárias. Dario Durigan afirmou que a iniciativa é diferente da chamada PEC Kamikaze, aprovada em 2022 para ampliar gastos sociais fora do planejamento original. O ministro Bruno Moretti explicou que o aumento atual será financiado por remanejamento de despesas, enquanto Wellington Dias declarou que a recomposição segue autorização legal e foi elaborada com responsabilidade.











