
Lucca Keiko defende denúncias para avançar rumo ao feminicídio zero no Piauí
A Cerimônia de Mobilização Nacional pelo Pacto Brasil contra o Feminicídio, realizada no Hotel Blue Tree, em Teresina, o delegado-geral da Polícia Civil do Piauí, Lucca Keiko, afirmou que o enfrentamento à violência contra a mulher depende da atuação conjunta das forças de segurança e da sociedade na tarde desta quinta-feira (30/07),.
Ao comentar a meta de alcançar o feminicídio zero, defendida pelo governador Rafael Fonteles durante o evento, o delegado destacou que o Piauí já registra uma redução nos índices desse tipo de crime, mas ressaltou que ainda é necessário ampliar as denúncias para que a polícia possa agir de forma preventiva.

"Estamos reduzindo os índices e queremos diminuir ainda mais. Para alcançarmos um cenário de feminicídio zero, toda a sociedade precisa participar, identificando situações de risco e denunciando. Não é necessário que apenas a vítima faça a denúncia. Hoje, até mesmo o crime de ameaça é de ação penal pública incondicionada, ou seja, qualquer pessoa pode comunicar o fato às autoridades", explicou.
Lucca Keiko ressaltou que a Polícia Civil e a Polícia Militar possuem estrutura para atender ocorrências de violência doméstica em qualquer região do estado. Segundo ele, o maior desafio é fazer com que os casos cheguem ao conhecimento das autoridades.
"Temos estrutura para atender essas mulheres. O importante é que a polícia tome conhecimento da situação. Por isso, reforçamos o pedido para que vítimas, familiares, vizinhos e qualquer pessoa que presencie casos de violência denunciem. A denúncia pode salvar vidas", afirmou.
O delegado também destacou que, em condomínios, síndicos têm obrigação legal de comunicar às autoridades quando houver indícios de violência doméstica. Nos demais casos, ele defendeu que a população exerça seu papel de cidadania.
"Mais do que uma obrigação legal, denunciar é um ato de coragem e solidariedade. Quando uma pessoa presencia uma mulher sendo agredida ou ameaçada e comunica o fato à polícia, ela contribui diretamente para evitar crimes mais graves", disse.
Ao falar sobre os avanços no atendimento às vítimas, Lucca Keiko citou a atuação da Casa da Mulher Brasileira, onde, segundo ele, houve um aumento significativo no número de prisões relacionadas à violência doméstica.
"Percebemos que as mulheres estão mais encorajadas a denunciar. Na última semana, tivemos diversas prisões por crimes como ameaça, lesão corporal e injúria. A Polícia Militar realiza a prisão, a Polícia Civil faz o atendimento na Casa da Mulher Brasileira e, quando necessário, representa pela prisão preventiva do agressor. Esse trabalho integrado fortalece a proteção às vítimas e contribui para reduzir os casos de feminicídio", concluiu.








