
Estudante anuncia mobilização semanal em frente à Prefeitura de Teresina
Um grupo de manifestantes realizou um protesto em frente à Prefeitura de Teresina para cobrar melhorias no transporte público da capital. João Meireles, estudante da Universidade Federal do Piauí (UFPI) e responsável pela manifestação, afirmou que os atos serão realizados todas as segundas-feiras, até que a gestão do prefeito Silvio Mendes apresente respostas concretas sobre os problemas enfrentados pelos usuários do sistema.
Segundo João, a mobilização surgiu espontaneamente nas redes sociais e ganhou apoio de diferentes setores da sociedade, especialmente trabalhadores e estudantes que dependem diariamente dos ônibus. "Nós estamos aqui com a proposta de toda segunda-feira estar em greve aqui na frente da Prefeitura pelo transporte público", declarou.

Entre as principais reivindicações estão a ampliação da frota de ônibus, a melhoria das condições dos veículos e a redução do tempo de espera nas paradas. O representante questionou a falta de veículos suficientes para atender à demanda da população. "Por que tantos ônibus sucateados? Por que tantas linhas que não estão sendo complementadas com mais ônibus, dando mais eficiência para a população?", questionou.
Durante a entrevista, João também criticou a estrutura de segurança montada nas proximidades da Prefeitura para acompanhar a manifestação. Segundo ele, a presença de barricadas e agentes de segurança pode ter intimidado algumas pessoas que pretendiam participar do movimento. O manifestante destacou que o principal objetivo é estabelecer um diálogo direto com o prefeito Silvio Mendes e obter esclarecimentos públicos sobre as medidas que serão adotadas para melhorar o transporte coletivo. "Nós queremos essa resposta, porque eu acho que a população teresinense já está cansada", declarou.
Foi mencionado também um episódio ocorrido na semana anterior, quando a cobertura de uma parada de ônibus caiu e atingiu um idoso na Praça da Bandeira, no Centro de Teresina. Para João, o caso evidencia a necessidade de fiscalização e manutenção das estruturas utilizadas diariamente pela população. "É o mínimo. Fiscalizar, rodar nas ruas, rodar nos bairros, para que possa ver a real situação", concluiu.











