
Câmara de Teresina autoriza Prefeitura a contratar empréstimo de R$ 700 milhões
A Prefeitura de Teresina poderá contratar um financiamento de até R$ 700 milhões junto ao Banco do Brasil após a aprovação unânime de um projeto pela Câmara Municipal nesta quarta-feira (02/08). O recurso terá como destino tanto a reorganização da dívida do município quanto a realização de investimentos em obras e infraestrutura.

A proposta está prevista no Projeto de Lei nº 164/2026 e estabelece que aproximadamente R$ 465,5 milhões sejam utilizados para quitar operações de crédito já existentes. Outros R$ 234,5 milhões deverão ser aplicados em despesas de capital, incluindo ações de mobilidade, drenagem, saneamento, urbanização, infraestrutura e aquisição de equipamentos.
Segundo o vereador João Pereira (PT), a nova contratação também deve diminuir o custo financeiro para o município. Ele afirmou que três empréstimos firmados anteriormente possuem taxas médias próximas de 20%, enquanto a nova operação deve ficar em torno de 15%.
“Essa economia que vai ser gerada vai oportunizar mais recursos para se gastar em obras estruturantes. A bancada do Partido dos Trabalhadores sempre votará a favor das obras, daquelas políticas públicas que atendem a população. Por isso, o empréstimo eu considero importantíssimo para o desenvolvimento dos teresinenses”, declarou.
Entre os projetos mencionados durante a discussão está a construção de uma nova ponte sobre o Rio Poti, conectando Santa Maria da Codipi ao Poti Velho. A previsão apresentada é de aproximadamente R$ 75 milhões para a obra.
O financiamento também poderá contribuir para a construção do Shopping da Cidade II e para o prolongamento da Avenida Padre Humberto Pietrogrande.
João Pereira citou ainda a possibilidade de discutir com o prefeito Sílvio Mendes a inclusão de um viaduto na região do Planalto Uruguai. A intervenção, segundo o vereador, ajudaria a melhorar o tráfego em áreas como Vale Quem Tem, Pedra Mole e Satélite.
Na mesma sessão, os vereadores aprovaram outro projeto, o PL nº 163/2026, que retira a autorização concedida à Prefeitura em outubro do ano passado para contratar uma operação de crédito com o Banco do Brasil.
O financiamento autorizado em 2025 não chegou a ser contratado. Na época, a intenção era utilizar os recursos para reestruturar uma dívida já existente.
A Prefeitura informou que, durante as negociações, adotou medidas de ajuste fiscal e conseguiu melhorar a Capacidade de Pagamento (Capag) de “C” para “B”. Com a nova classificação, foi apresentada uma operação com condições diferentes e possibilidade de destinar parte do dinheiro a investimentos.
A documentação analisada pelos vereadores prevê remuneração correspondente ao CDI mais 1,26% ao ano. O cronograma financeiro indica que R$ 600 milhões terão impacto em 2026 e os R$ 100 milhões restantes em 2027.










