
Arthur Lira deve manter influência na Caixa mesmo com rompimento do PP com o governo
De acordo com uma ala do governo, o ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL) deve manter o controle da Caixa Econômica Federal, mesmo diante do esperado rompimento do Progressistas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Nos bastidores, a permanência da influência do deputado é tratada como uma concessão pessoal, desvinculada do posicionamento formal do partido. Com informações do Metrópoles.
Atualmente, a Caixa é comandada por Carlos Vieira, indicado direto de Lira, além de ter vice-presidências ocupadas por apadrinhados de partidos do Centrão, como Republicanos e PP. Para governistas, a manutenção do espaço é vista como um gesto de “agradecimento” ao ex-presidente da Câmara pelo apoio dado ao governo nos dois primeiros anos do mandato, além de uma aposta no futuro: Lira é o relator do projeto que prevê isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, principal bandeira do PT para fortalecer Lula rumo à reeleição em 2026.
Dentro do PP, no entanto, há divergências. Parte da legenda defende que, para consolidar o projeto de lançar uma candidatura conservadora ao Planalto em 2026, o partido deve romper de vez com o governo e abrir mão de cargos estratégicos. A pressão aumentou após a federação com o União Brasil, que busca anunciar oficialmente o desembarque até quarta-feira (03/09). A expectativa é de que PP e União deixem a base juntos, formando a maior força do Congresso.
Enquanto isso, permanece em aberto o destino do Ministério do Esporte, comandado por André Fufuca (PP-MA). O ex-líder do partido na Câmara resiste em deixar o cargo e ainda alimenta esperanças de manter a pasta, o que poderia fortalecer sua possível candidatura ao Senado em 2026 com apoio do presidente Lula no Maranhão.









