Lula anuncia novos investimentos para Transnordestina e ZPEs no Ceará
Em visita ao Ceará nesta sexta-feira (18/07), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou um novo aporte de R$ 1,4 bilhão para a continuidade das obras da ferrovia Transnordestina, durante passagem pelo município de Missão Velha. Ao lado de autoridades locais e da comitiva federal, Lula percorreu um trecho da ferrovia e reafirmou o compromisso de concluir a obra, que já recebeu mais de R$ 8,2 bilhões em investimentos do Governo Federal. A empresa responsável, a Transnordestina Logística S.A. (TLSA), garantiu que, com os novos recursos, os dois últimos lotes no Ceará serão contratados em até 60 dias. Além disso, a fase 2 das obras no Piauí será antecipada para 2025.

Durante o evento, o presidente assinou uma medida provisória que exige o uso exclusivo de energia renovável por todas as empresas instaladas nas Zonas de Processamento de Exportação (ZPEs). A medida vale também para o novo Data Center da Casa dos Ventos, em parceria com a TotalEnergies, que será instalado na ZPE de Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza. O investimento estimado é de R$ 50 bilhões e representa um marco para o setor tecnológico e energético do estado.
Lula também anunciou a criação de um programa habitacional voltado para a classe média, com foco em famílias com renda mensal entre R$ 10 mil e R$ 14 mil. A proposta complementa a expansão do programa Minha Casa, Minha Vida, cuja faixa 4 já contempla rendas de até R$ 12 mil. O presidente ainda destacou a importância de ampliar o acesso ao crédito para reformas residenciais, visando atender famílias que não desejam adquirir imóveis novos, mas sim melhorar suas moradias atuais.
Outro ponto de destaque foi o avanço na infraestrutura logística do Ceará, com a confirmação da construção de portos secos em Iguatu, Missão Velha e Quixeramobim, este último já em fase de obras com entrega prevista para 2026. Por fim, Lula reforçou o projeto de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, com previsão de implementação a partir de 2026. A medida já foi aprovada em comissão especial da Câmara dos Deputados e prevê compensações com aumento de alíquotas para rendas mais altas.








