Estão sem receber adicionais -

Atuando há quase um mês, guardas municipais cobram melhorias; veja

Prestes a completar um mês de atuação, a Guarda Municipal de Teresina já agrega satisfação da população com os serviços nos parques da capital, como o Lagoas do Norte, Parentão e Parque da Cidadania, mas isso não significa que a classe está sendo valorizada.

Os guardas municipais lidam todos os dias com traficantes e usuários de drogas, além de prevenirem assaltos e outros crimes nos logradouros públicos, mas tudo isso sem estrutura alguma. Apesar da boa receptividade da população com o serviço que tem cerca de 100 servidores concursados, a Guarda Municipal ainda precisa de muito para ser mais atuante, começando pela ampliação da quantidade.

“Aqui no parque tinha um problema sério do uso de drogas, e quem usava não está gostando da nossa presença, mas a população em si, já vem nos falar que estão gostando, que se sentem mais seguras. Já não sentem o cheiro de maconha no parque e que agora tem mais confiança de trazer toda a família, e o saldo é positivo da receptividade da população nesse primeiro mês”, disse um guarda que preferiu não se identificar.

FALTA DE ESTRUTURA
“A maior dificuldade é a falta de alguns equipamentos, nós não temos rádio, por exemplo, e como o parque é grande, então pode estar acontecendo algo por aqui, e não tem como nós nos comunicarmos. Era para termos motos, compramos do nosso próprio bolso lanterna, arma de choque, porque são meios não letais, mas, eles já baixaram uma portaria dizendo que nós não podemos usar, e aí estamos com esse problema com as armas não letais”, diz outro guarda.

SALÁRIO JÁ INCOMODA
“A questão salarial não deixa de ser um problema, estamos discutindo muito entre a gente e temos buscado levar para o comando. Estamos recebendo R$ 1.169,00 e a perspectiva é de que continue isso, por muito tempo, sendo que não temos nenhum adicional. A lei prevê vários adicionais como risco de vida, periculosidade, e nós não recebemos e a previsão é de não receber”, explica.

POLÊMICA COM ARMA DE FOGO
“Podemos usar arma de fogo. Pela lei, se passou de 500 mil habitantes o porte é permitido, tanto no serviço, quanto não. Passamos por curso na academia de polícia, que antes tiveram cinco etapas, contendo teste psicotécnico. E que a arma de fogo só é usada em último recurso. E a nossa programação é para não darmos nenhum disparo. Porque só a presença da arma, já assusta, e o comando da voz”, conclui o agente sobre a impossibilidade da guarda usar arma de fogo.

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Fonte: None

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