
Presidente do Fluminense compara vício em bets a desemprego e gera forte repercussão
O presidente do Fluminense, Mattheus Montenegro, gerou forte repercussão negativa nesta terça-feira (3/11) durante audiência pública no Supremo Tribunal Federal (STF). Ao defender os patrocínios de empresas de apostas on-line no futebol, o dirigente equiparou os impactos do endividamento familiar causado pelos jogos à possibilidade de desemprego na cadeia esportiva com o eventual fim dos contratos.

A manifestação ocorreu durante os debates convocados pelo ministro Luiz Fux no âmbito da ação que analisa a constitucionalidade da proibição das bets no Brasil. Montenegro argumentou que a perda de receitas afetaria drasticamente as finanças dos clubes brasileiros, em especial as agremiações de menor porte, questionando a Corte sobre as alternativas financeiras para a manutenção dos postos de trabalho no setor.
As declarações do dirigente tricolor foram duramente criticadas nas redes sociais por internautas e especialistas, que apontaram falta de sensibilidade diante da crise de saúde pública e do superendividamento de famílias brasileiras. O Supremo Tribunal Federal prossegue com as oitivas de representantes de entidades esportivas, órgãos governamentais e do setor financeiro antes do julgamento final da matéria.











