
"Compartilhei o tempo de Pelé e Maradona", diz Simões sobre CR7
O ex-atacante António Simões, lenda do Benfica e da seleção portuguesa, fez duras críticas a Cristiano Ronaldo nesta quarta-feira (07/10) pela postura do capitão ao abandonar a concentração da equipe durante a última Data Fifa. Simões, que jogou a Copa do Mundo de 1966 ao lado de Eusébio, afirmou que o atacante tem deixado claro que seus interesses individuais estão acima da seleção. "Compartilhei o tempo com um rei chamado Pelé, Maradona e companhia… Nunca vi nada parecido em torno de um rei", declarou em entrevista ao jornal "A Bola".
A crise começou após um atrito com o técnico Jorge Jesus. O treinador havia indicado que utilizaria Cristiano Ronaldo apenas no primeiro e no quarto jogos da sequência, mas decidiu colocá-lo em campo no segundo tempo da partida contra a Dinamarca, sem efetivamente mandá-lo a campo. Irritado, o craque deixou a concentração e, posteriormente, pediu desculpas pelo ato, mas acusou o treinador de "faltar com a palavra". Simões saiu em defesa de Jesus e questionou por que o camisa 7 deveria receber tratamento especial. "Jorge Jesus tem todo o direito de fazer Cristiano Ronaldo aquecer por um minuto ou 30. Ele é o treinador", afirmou.
Apesar das críticas, o ex-jogador pediu bom senso e tolerância para que a situação seja resolvida. "Se há condições para que o Cristiano volte, seja bem-vindo, mas seja bem-vindo por todos. Nós não temos de dar razão ao Cristiano Ronaldo, e eu acho que ele não tem razão. Agora, se ele reconhece que cometeu um erro, não tem que ser hostilizado", declarou. Simões defendeu que o astro tenha "um momento de despedida digno, à altura e no prestígio dele", e espera que as partes se encontrem e conversem para resolver o impasse.












