Tragédias marcaram campanhas -

Famílias tradicionais e coligações explicam raridade do segundo turno em PE

Pernambuco realizou 11 eleições para o governo estadual desde a retomada do voto direto, em 1982, mas apenas duas delas foram decididas em segundo turno, em 2006 e 2022. O levantamento, feito pelo g1 com base em dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), aponta um histórico marcado por coligações amplas e pela força de famílias tradicionais da política estadual, conforme informações do portal Frances News.

Segundo o historiador Filipe Domingues, a raridade do segundo turno não indica baixa competitividade, mas a capacidade dos grupos de se organizarem antes do pleito. Nos 44 anos analisados, candidatos de oposição venceram seis das 11 eleições, contra cinco vitórias de nomes ligados à situação. Miguel Arraes, eleito em 1986, 1990 e 1998, é a figura de maior peso na história recente do estado, enquanto Jarbas Vasconcelos se tornou o primeiro governador reeleito, em 1998 e 2002.

Foto: Reprodução

A força das famílias tradicionais segue evidente no cenário atual: a governadora e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), é filha do ex-governador João Lyra Neto, e o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) é filho de Eduardo Campos, neto de Arraias. O estado também foi marcado por tragédias que impactaram campanhas, como a morte de Eduardo Campos em acidente aéreo em 2014 e o falecimento do marido de Raquel Lyra no dia da votação do primeiro turno de 2022.

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