
Ciro Nogueira vota e descarta assumir ministério em eventual governo Flávio Bolsonaro
O senador Ciro Nogueira (PP) afirmou neste domingo (25/10), após votar no segundo turno das eleições presidenciais, que não pretende integrar o primeiro escalão de um eventual governo de Flávio Bolsonaro (PL). Acompanhado de aliados políticos, o parlamentar manifestou confiança na candidatura do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro e disse que pretende permanecer à frente do Progressistas em nível nacional.
Ex-ministro da Casa Civil durante a gestão de Jair Bolsonaro, Ciro avaliou que já encerrou sua trajetória no Poder Executivo e que deseja contribuir com um possível novo governo por meio de aconselhamento e articulação política, sem assumir um ministério.
“Não, não. Acho que eu já cumpri o meu ciclo. Fui o ministro mais importante do governo do pai dele. Acho que nós temos que dar oportunidade para novas lideranças, pessoas que possam transformar o nosso país. Eu vou ficar à frente dos Progressistas a nível nacional, o que eu puder ajudar aconselhando, fazendo indicações, mas o meu ciclo se encerrou nas eleições passadas”, declarou.
Ao falar sobre a disputa presidencial, o senador estimou que Flávio Bolsonaro ultrapassaria 30% dos votos no Nordeste, região em que Luiz Inácio Lula da Silva (PT) obteve vantagem no primeiro turno. Ciro também declarou acreditar em uma vitória do candidato do PL por uma diferença superior a cinco milhões de votos.
“Acho que o Flávio passa de 30%. O Lula é muito forte no Nordeste, mas nós vamos vencer a eleição com mais de 5 milhões de votos”, projetou.
O parlamentar ainda direcionou críticas ao PT, afirmando que o partido não teria promovido a renovação de seus quadros políticos ao lançar novamente Lula à Presidência. Ciro comparou o perfil do presidente às mudanças tecnológicas recentes e defendeu que a legenda deveria ter buscado novas lideranças para a disputa.
“Acho que o PT não se renovou, buscou o seu maior líder, mas é um homem completamente ultrapassado. Num tempo de tecnologia, de inteligência artificial, um tempo digital, nós temos um presidente analógico que deveria não ter sido nem candidato, ter procurado novas lideranças, e infelizmente ele não fez”, afirmou.
Ciro também relacionou seu voto à defesa de Jair Bolsonaro, a quem chamou de antigo aliado, e declarou que uma eventual vitória de Flávio representaria uma resposta política à prisão do ex-presidente.
Sobre a condução econômica do governo federal, o senador defendeu mudanças em um possível mandato de Flávio Bolsonaro. Ele atribuiu à gestão Lula gastos superiores a R$ 400 bilhões com a finalidade de favorecer o resultado eleitoral e afirmou esperar que uma futura equipe econômica reveja as medidas adotadas.
“Tem que corrigir todas essas loucuras, mais de 400 bilhões de reais que o Lula gastou tentando ganhar a eleição, nós temos que corrigir. Mas eu tenho certeza que o Flávio vai vir com uma equipe muito eficiente e vai corrigir os rumos”, concluiu.












