
The Economist alerta para risco de “Brasilização” e diz que países ricos devem temer crise fiscal
A revista britânica The Economist afirmou que países ricos deveriam temer a chamada “Brasilização” da economia global, em referência a um cenário de juros elevados e dívida pública crescente. Em artigo publicado na quinta-feira (12/02), a publicação aponta que o Brasil combina indicadores positivos — como crescimento econômico e banco central independente — com uma dinâmica de endividamento considerada explosiva.
Segundo a análise, com a taxa Selic em 15% ao ano, o Brasil deverá tomar emprestado cerca de 8% do PIB apenas para pagar juros, mesmo com resultado primário próximo do equilíbrio. Dados do Fundo Monetário Internacional indicam que a dívida bruta pode chegar a 99% do PIB em 2030. A revista argumenta que o desafio fiscal envolve escolhas difíceis entre austeridade e risco de espiral da dívida, mencionando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no contexto das decisões orçamentárias.
O editorial também cita os Estados Unidos e o ex-presidente Donald Trump como exemplo de tensões institucionais e pressões inflacionárias semelhantes. Para a publicação, o Brasil funciona como um “alerta antecipado” sobre os riscos fiscais enfrentados por economias avançadas, especialmente diante do aumento de gastos com aposentadorias e saúde e da dificuldade política de promover reformas estruturais.









