
Novo pede cassação da chapa de Lula e Alckmin por medidas adotadas em ano eleitoral
O partido Novo acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para pedir a cassação da chapa presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Geraldo Alckmin (PSB), além da declaração de inelegibilidade de ambos por oito anos. A Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) foi protocolada na segunda-feira (19/10) e acusa o governo federal de abuso de poder político pela adoção de medidas de impacto econômico e popular durante o ano eleitoral. As Informações são do Metrópoles.

A ação se baseia em um levantamento do partido que identificou 35 medidas entre janeiro e 16 de outubro de 2026, sendo 12 durante o período oficial de campanha. Entre as iniciativas questionadas estão o reajuste de 15,04% do Bolsa Família, a ampliação de subsídios aos combustíveis, o programa Desenrola 3.0, a proibição das apostas on-line e o fim da chamada taxa das blusinhas. O Novo argumenta que o conjunto das medidas e o momento em que foram anunciadas devem ser avaliados pela Justiça Eleitoral. Segundo o levantamento, as iniciativas teriam custo fiscal estimado em cerca de R$ 73 bilhões.
Além da ação no TSE, o partido informou ter apresentado uma representação ao Tribunal de Contas da União (TCU) para que sejam examinados os efeitos fiscais das medidas e o possível uso da estrutura pública em benefício eleitoral. O Novo também questiona a abertura de 13 créditos extraordinários em 2026, que somariam aproximadamente R$ 99,7 bilhões. O governo, por sua vez, defende a legalidade das medidas sociais e orçamentárias; o mérito das acusações ainda deverá ser analisado pelas instituições responsáveis.











