
Julgamento de Eduardo Bolsonaro pode ser adiado após pedido da Defensoria
A Defensoria Pública-Geral da União (DPU) pediu ao ministro Alexandre de Moraes, nesta sexta-feira (12/06), o adiamento do julgamento da ação penal contra Eduardo Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF). O processo, previsto para ser analisado pela Primeira Turma na próxima terça-feira (16/06), apura suposta coação relacionada ao julgamento da trama golpista.

No pedido, a DPU argumenta que a Primeira Turma está com uma vaga aberta desde a aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso, em outubro de 2025. Segundo o órgão, a ausência de um quinto integrante pode gerar impasses em caso de empate ou caso seja reconhecido eventual impedimento do relator, Alexandre de Moraes. A Defensoria cita o Regimento Interno do STF e defende a convocação de um ministro da Segunda Turma para completar o quórum antes da análise do caso.
A ação tem como base denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), que aponta que Eduardo Bolsonaro teria atuado nos Estados Unidos para buscar sanções contra autoridades brasileiras. A Corte deverá analisar acusações relacionadas à suposta articulação de medidas adotadas pelo governo norte-americano contra integrantes do Judiciário brasileiro. Caso o pedido seja negado individualmente por Moraes, a DPU solicita que a questão seja submetida ao colegiado antes do início do julgamento.








