
Investigações da PF envolvem ex-ministro de Bolsonaro em fraude no INSS
A Polícia Federal (PF) está investigando transações financeiras suspeitas envolvendo um ex-ministro do governo de Jair Bolsonaro, que teria sido beneficiado em um esquema de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A operação visa desvendar um esquema que causou prejuízo estimado de R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024.
A investigação aponta que o ex-ministro, cuja identidade ainda não foi revelada, estaria ligado a transações financeiras envolvendo a venda de joias recebidas pelo governo como presentes diplomáticos. A PF apura se esses itens, avaliados em cerca de R$ 16,5 milhões, foram ocultados e vendidos ilegalmente, com a possível participação de figuras do governo Bolsonaro.

Além disso, a Controladoria-Geral da União (CGU) e a PF identificaram que diversas entidades de classe, como sindicatos e associações, firmaram Acordos de Cooperação Técnica (ACT) com o INSS. Esses acordos permitiram descontos irregulares em benefícios de aposentados e pensionistas, sem autorização dos beneficiários, gerando enormes prejuízos para o sistema previdenciário.
A operação, batizada de "Sem Desconto", já resultou no afastamento de Alessandro Stefanutto, então presidente do INSS, e no cumprimento de mandados de prisão contra pessoas envolvidas no esquema. Até o momento, três indivíduos foram detidos, e cerca de R$ 1 bilhão em bens e valores foram recuperados.
O governo federal, por meio do Ministério da Previdência Social, se comprometeu a colaborar com as investigações e garantir que os responsáveis sejam punidos. No entanto, parlamentares de oposição criticaram a gestão anterior, sugerindo que a multiplicação de convênios suspeitos aconteceu durante o governo Bolsonaro, entre 2019 e 2022.
As investigações continuam, e a PF promete aprofundar a apuração das transações financeiras envolvendo o ex-ministro e outros possíveis envolvidos no esquema de fraudes do INSS, na esperança de recuperar ainda mais recursos desviados.








