
Dudu destaca protagonismo dos jovens em atos contra Flávio Bolsonaro e alerta para risco de autoritarismo
O vereador Edilberto Borges, o Dudu (PT), atribuiu à mobilização espontânea da população, especialmente dos jovens, as manifestações contrárias à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL). O parlamentar afirmou que os atos refletem uma reação de setores da sociedade e demonstram o envolvimento de uma nova geração com o debate político às vésperas do segundo turno presidencial.
Com 41 anos de filiação ao Partido dos Trabalhadores, Dudu afirmou que não via, há cerca de três décadas, uma mobilização popular com esse perfil, sem a condução direta do partido, de centrais sindicais ou de organizações tradicionais dos movimentos sociais.

“Foi o povo, foi a juventude que puxou esse ato, e no Brasil todo está pipocando”, declarou. Para o vereador, a participação dos jovens nas ruas representa uma retomada do protagonismo político e uma manifestação em defesa da democracia.
Dudu também expressou preocupação com as consequências de uma eventual vitória da extrema direita. Ele mencionou possíveis mudanças institucionais a partir de janeiro e criticou a composição do Congresso Nacional, além de declarações que atribuiu a Flávio Bolsonaro sobre alterações na Constituição e na política tributária.
“Há um perigo grave de, ganhando a extrema direita, o Brasil começar a enfrentar um fascismo. Isso é verdade”, afirmou o parlamentar.
Ao comentar as propostas associadas à candidatura de Flávio Bolsonaro, Dudu questionou o posicionamento do senador sobre programas sociais e direitos trabalhistas. Segundo o vereador, o candidato teria revisto opiniões contrárias ao Bolsa Família, ao Farmácia Popular e à escala de trabalho 5x2.
Na avaliação de Dudu, essas mudanças revelam inconsistências no discurso do senador. O petista também declarou que espera que Flávio reconsidere sua posição e passe a apoiar Lula no segundo turno.
“Eu espero que ele volte atrás e vote no Lula”, disse.
O vereador voltou a ressaltar a participação dos jovens nos atos e afirmou que a mobilização representa uma reação política de parte da sociedade. Na avaliação dele, as manifestações mostram que novas gerações buscam espaço nas decisões públicas e defendem a manutenção de políticas sociais.











