
União da engenharia e licitações para atuar no planejamento de contratações públicas
A experiência na fiscalização de obras levou o engenheiro civil Paulo Sérgio a ampliar sua atuação para o campo das licitações e contratos públicos. Sócio-fundador e responsável pela área financeira da Ápice Soluções em Contratações Públicas, ele defende que muitos dos problemas encontrados durante uma obra começam antes mesmo da execução, ainda nas etapas de planejamento e contratação.
Com cerca de seis anos de experiência no setor público municipal em Teresina, Paulo atuou com fiscalização de obras, contratos, medições, cronogramas, aditivos e reajustes. Segundo ele, a rotina mostrou que dificuldades percebidas no canteiro muitas vezes têm origem em decisões tomadas anteriormente.

“O problema que você vê na obra, quase sempre, nasceu na mesa, antes da obra começar”, resume. A percepção fez com que o engenheiro buscasse uma pós-graduação em Licitações e Contratos, aprofundando conhecimentos sobre planejamento, governança e gestão de riscos.
Para Paulo, engenharia e licitação não devem ser tratadas como áreas isoladas. Projeto, quantitativos, orçamento, cronograma e análise de riscos já exigem conhecimento técnico durante o planejamento. Na execução, esse trabalho continua por meio da fiscalização, das medições e do acompanhamento contratual.
Essa visão também se aplica aos custos. Paulo chama atenção para o fato de que uma planilha orçamentária não deve ser analisada apenas pelos cálculos. “Uma planilha pode estar matematicamente correta e, ainda assim, estar tecnicamente errada”, afirma, destacando a necessidade de considerar projeto, cronograma, composição de custos e realidade de mercado.
A experiência acumulada também contribuiu para a criação da Ápice. A empresa reúne quatro sócios com conhecimentos complementares e pretende atuar tanto no apoio ao setor público quanto na orientação de empresas que participam de contratações públicas.
Segundo Paulo, muitas empresas possuem capacidade para executar obras, fornecer produtos ou prestar serviços, mas nem sempre dominam questões como documentação, formação de preços, leitura de editais, reajustes, reequilíbrio econômico-financeiro e obrigações contratuais. Para ele, conhecer as regras é uma necessidade tanto da administração quanto dos fornecedores.
Com a Ápice, Paulo pretende continuar atuando na ligação entre engenharia e contratações públicas, levando para os processos a experiência adquirida na fiscalização e execução de obras. “Minha trajetória não foi uma troca de profissão. Foi uma sequência natural: engenharia, obra, contrato, licitação.”











