
MPRJ deflagra operação contra máfia das cantinas em presídios do Rio; prejuízo passa de R$ 25 milhões
O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) deflagrou, nesta terça-feira (1º), a segunda fase da Operação Snack Time contra a chamada "máfia das cantinas" em presídios fluminenses, que teria causado prejuízo superior a R$ 25 milhões aos cofres públicos. Entre os alvos estão o ex-subsecretário de Gestão, Finanças e Planejamento Rafael Rodrigues de Andrade e o policial penal Ronaldo Barbosa Souza, denunciados por organização criminosa e fraude em licitação, conforme informações do portal Metrópoles.
O grupo atuou entre 2015 e 2024 por meio de manobras para eliminar concorrentes em licitações destinadas à exploração dos espaços comerciais nos presídios estaduais. Segundo as investigações, empresas envolvidas aparentavam atuar de maneira independente, mas estariam sob o comando de um mesmo grupo, simulando disputa entre concorrentes. Em uma das licitações analisadas, empresas ligadas ao esquema chegaram a arrematar 95% dos lotes, ampliando o controle sobre a exploração das cantinas nas unidades prisionais.
O Gaeco cumpre 22 mandados de busca e apreensão na capital e nos municípios de Mesquita e Duque de Caxias. A primeira fase da operação foi deflagrada em novembro de 2024. A Secretaria de Estado de Polícia Penal (Seppen) informou que a investigação teve início na Subsecretaria de Inteligência do Sistema Penitenciário, em conjunto com a Corregedoria, e que as atividades das cantinas nos presídios foram encerradas em 2024.











